Denúncias sobre propaganda eleitoral irregular crescem 54% em Minas Gerais
O estado registrou 6.035 queixas pelo aplicativo Pardal no primeiro turno das Eleições 2026, ocupando a terceira posição no ranking nacional de notificações.

Minas Gerais apresentou um aumento de 54,4% no volume de denúncias relacionadas a irregularidades na propaganda eleitoral durante o primeiro turno do pleito de 2026. Informações fornecidas pela Justiça Eleitoral demonstram que, no intervalo compreendido entre 16 de agosto e 4 de outubro, o aplicativo Pardal recebeu 6.035 registros, superando as 3.907 queixas contabilizadas no mesmo período de 2022.
Devido a essa quantidade de notificações, Minas Gerais posiciona-se em terceiro lugar entre os estados brasileiros com maior número de relatos, sendo superado apenas por São Paulo, com 13,7 mil, e pela Bahia, com 7 mil registros. Em todo o país, o sistema registrou mais de 67,1 mil comunicações sobre possíveis falhas na propaganda, o que representa uma elevação de 73,3% frente às eleições de 2022.
O uso indevido de locais públicos para a instalação de materiais de campanha foi a causa predominante das reclamações em solo mineiro, representando cerca de 50% das ocorrências. Em Belo Horizonte, os relatos destacaram que a instalação de itens publicitários em cruzamentos, rotatórias e trevos causou prejuízos à visão dos condutores e dificultou a circulação de pedestres, além de queixas envolvendo publicidade em bens públicos e na internet.
Entre os dias 5 e 12 de outubro, início do segundo turno, a Justiça Eleitoral anotou mais 176 denúncias em território mineiro, sendo 66 sobre conteúdos digitais, 24 em bens públicos e 15 relacionadas ao uso de adesivos automotivos. A plataforma Pardal continua aberta para o envio de novas denúncias via conta gov.br ou e-Título, sendo obrigatório que o usuário forneça evidências como fotos, vídeos ou áudios que comprovem a suposta irregularidade.
Em Unaí, motoristas e pedestres devem estar atentos ao transitar por vias de grande fluxo e cruzamentos, evitando que materiais de campanha obstruam a visibilidade e causem riscos à segurança. Caso identifique irregularidades que coloquem a circulação em perigo nas ruas da cidade, o cidadão pode utilizar os canais oficiais da Justiça Eleitoral para registrar a ocorrência.
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