Sábado, 31 de outubro de 2026

Eleições em Israel terminam sem maioria e geram indefinição para formar novo governo

A divulgação dos resultados das urnas em Israel aponta que nem a base de Netanyahu nem a oposição obtiveram maioria para governar.

Por Redação WebTV Unaí31/10/2026 às 07:402 min de leitura
Fonte: Patos Hoje (Leia)
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Eleições em Israel terminam sem maioria e geram indefinição para formar novo governo
Imagem: Patos Hoje

A apuração definitiva do pleito para o Knesset foi oficializada nesta sexta-feira (30) pela Comissão Eleitoral Central de Israel. A legenda Likud, comandada pelo premiê Benjamin Netanyahu, conquistou 27 dos 120 assentos no Parlamento. Somados aos seus parceiros políticos, o grupo ligado a Netanyahu alcançou 53 vagas, montante abaixo da maioria absoluta de 61 parlamentares requerida.

Já a oposição reuniu 67 assentos no total, embora divergências internas compliquem a estruturação de um governo alternativo. Dos parlamentares opositores, 19 pertencem a siglas árabes de representação palestino-israelense, ao passo que 48 são de partidos judeus contrários ao atual premiê. Legendas oposicionistas de maior votação, a exemplo de Yashar e B’Yachad, demonstraram veto à formação de aliança que inclua partidos árabes.

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De acordo com Shajar Goldwaser, pesquisador do Grupo de Estudos sobre Conflitos (GECI) da PUC de São Paulo, os blocos contrários lidam com o impasse de respeitar compromissos eleitorais que proibiam alianças com Netanyahu e também com agremiações árabes. Essa indefinição prolonga a permanência provisória de Netanyahu na liderança executiva. Conforme divulgado pela emissora N12 News, a sigla Yisrael Beytenu avalia apresentar ao Likud um plano de gestão de unidade nacional, visando impedir a participação árabe na base do governo.

Sem demonstrar provas, Netanyahu colocou em xeque a lisura do pleito ao alegar ingerência estrangeira entre o eleitorado palestino-israelense, cuja presença ultrapassou 80%. Em reação, o expoente oposicionista Gadi Eisenkot declarou que a intenção do primeiro-ministro é descredibilizar a votação após a perda da maioria legislativa. A crise política transcorre em meio a desdobramentos de conflitos locais e regionais vividos desde 7 de outubro de 2023 com o ataque do Hamas, desdobrando-se em ações militares em Gaza e atritos com Líbano, Síria e Irã.

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