Minas Gerais mostra forte polarização entre direita e esquerda nas eleições
O primeiro turno em Minas Gerais evidenciou a divisão política entre direita e esquerda na disputa pelo governo estadual, senado e presidência.

O pleito inicial evidenciou o racha político no território mineiro, indicando que legendas dos espectros conservador e progressista asseguraram os triunfos mais expressivos para o Executivo estadual, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. Historicamente reconhecida por alternar preferências ideológicas nas últimas três décadas, a região mineira espelha o embate contemporâneo em âmbito federal entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
Na corrida presidencial dentro dos limites estaduais, Flávio Bolsonaro registrou 48,24% dos sufrágios válidos, ao passo que Lula marcou 43,33%. O candidato filiado ao PL saiu vitorioso em 452 municípios, destacando-se nas zonas sulista, no Triângulo Mineiro, no Alto Paranaíba e na área central. Em contrapartida, o concorrente petista conquistou 401 localidades, concentrando seus melhores índices nas regiões norte, Jequitinhonha, Mucuri e na Zona da Mata, enquanto a abstenção alcançou 22,8% entre os eleitores aptos.

O pleito para o governo estadual encerrou-se já na etapa inicial com a eleição de Cleitinho Azevedo, filiado ao Republicanos, que somou 55,40% dos votos válidos. A segunda colocação ficou com Patrus Ananias, do PT, registrando 26,34%, seguido por Flávio Roscoe, do PL, com 6,97%, sendo que o vencedor declarou intenção de reavaliar benefícios fiscais e renegociar débitos com a União.
As cadeiras destinadas ao Senado Federal foram repartidas entre Domingos Sávio, representante do PL com 4.968.829 votos, e Marília Campos, do PT, que somou 3.990.864 votos. Já na Câmara dos Deputados, o PL assegurou a bancada mais numerosa do estado com 21 assentos, ficando logo atrás a federação encabeçada pelo PT, que garantiu 13 vagas.
A fase decisiva da campanha presidencial acentuou a movimentação de cabos eleitorais na capital e no interior mineiro, com agendas públicas de Lula em Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ipatinga, enquanto Flávio Bolsonaro esteve em Capelinha e manteve compromissos com simpatizantes na capital.
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