Polícia Civil apura casos de ataques racistas e intolerância contra jovem
Investigação em Belo Horizonte apura mensagens ofensivas e ameaças virtuais enviadas por colegas contra uma estudante de 13 anos.

As autoridades policiais mineiras apuram denúncias referentes a episódios de preconceito racial, injúrias sexuais e intolerância religiosa direcionados a uma jovem de 13 anos na capital do estado. A ocorrência foi formalizada pelos parentes da menor na última terça-feira, na sequência de episódios ocorridos no domingo anterior, que coincidiu com o término do segundo turno do pleito presidencial. A aluna, beneficiária de bolsa de estudos em um colégio privado na área central de Belo Horizonte, teria sido alvo de textos e gravações em áudio contendo ofensas.
Segundo informações constantes no registro policial preenchido pela mãe da aluna, as condutas ilícitas no ambiente virtual teriam origem em um discente da mesma turma, com a suposta cumplicidade de outro colega e de uma terceira menor de idade. As gravações continham termos depreciativos voltados a cultos afro-brasileiros, contestações acerca da situação econômica da família, vocábulos de cunho sexual e referências ao posicionamento eleitoral da aluna em favor de Luiz Inácio Lula da Silva. O documento oficial relata ainda a existência de intimidações contra a segurança física da estudante.

O representante legal dos familiares, Victor Alves, relatou à imprensa que a menor já havia passado por situações semelhantes anteriormente, sendo esta a primeira oportunidade em que o caso foi levado ao conhecimento policial. A representação jurídica afirmou ter contatado a administração do colégio para acompanhar as medidas administrativas e solicitou rapidez nas diligências a cargo do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família.
Em comunicado oficial emitido à imprensa, a corporação policial ratificou que a ocorrência permanece sob investigação na unidade especializada competente. O órgão de segurança destacou que investigações adicionais estão em andamento com o objetivo de apurar todos os contornos da situação relatada.
Por sua vez, a administração do Claretiano Colégio divulgou nota declarando que avalia os dados obtidos e implementa as providências internas cabíveis. A unidade de ensino ressaltou que repudia qualquer manifestação de discriminação racial, preconceito, violência ou intolerância ligada à religião, reiterando o empenho em preservar um espaço educacional protegido e integrador.
Em caso de situações de violência, preconceito ou necessidade de apoio na região de Unaí, procure orientação especializada e acione a Polícia Militar pelo telefone 190 ou a Polícia Civil.
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