Sábado, 31 de outubro de 2026

Tribunal mineiro mantém presa investigada por morte de jovem na Grande BH

Desembargador negou pedido de liberdade para suspeita de homicídio e ocultação de cadáver em Jaboticatubas.

Por Redação WebTV Unaí29/10/2026 às 12:102 min de leitura
Fonte: g1 Minas Gerais (Leia)
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Tribunal mineiro mantém presa investigada por morte de jovem na Grande BH
Imagem: g1 Minas Gerais

O Poder Judiciário mineiro decidiu manter a custódia cautelar de Carla Luiza da Silva, apontada como suspeita de participação no homicídio de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, ocorrido no município de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O veredito foi proferido pelo desembargador Guilherme de Azeredo Passos, que rejeitou a solicitação de liminar em habeas corpus protocolada pela equipe de defesa.

A vítima foi dada como desaparecida em 9 de outubro, após deixar um estabelecimento comercial no bairro Bosque dos Coqueiros e embarcar em um carro. De acordo com informações policiais, a moça havia enviado mensagens a conhecidos dizendo estar amedrontada devido à presença de uma mulher desconhecida no automóvel antes de seu sumiço. O cadáver foi achado posteriormente sepultado em uma região de mata no Loteamento Terra dos Portugueses, área rural do município. Carla e Samuel Castro Melo são os principais investigados por suposto feminicídio e ocultação de corpo.

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Durante a tentativa de habeas corpus, os defensores alegaram que a transformação da prisão em flagrante em preventiva não apresentou fundamentação individualizada e apontaram carência de indícios probatórios consistentes da autoria delitiva. Os representantes legais argumentaram ainda que a investigada é primária, tem residência fixa e trabalho lícito, além de denunciarem suposta violência física e psicológica por parte de agentes policiais para a obtenção de confissão.

O magistrado responsável avaliou que faltavam elementos comprobatórios de constrangimento ilegal que fundamentassem a soltura imediata. Conforme os autos, o relator pediu dados complementares e abriu espaço para o pronunciamento do Ministério Público antes da análise final do mérito. O juiz Rodrigo Fernando Di Gioia Colosimo, da comarca de Jaboticatubas, havia sustentado a permanência da medida com foco na preservação da ordem pública e no andamento da instrução processual.

Os advogados declararam que acatam o entendimento do tribunal, mas estudam os argumentos para novas investidas judiciais, reforçando o pedido de neutralidade nas apurações. O processo segue aguardando a emissão de laudos periciais definitivos e o encerramento do inquérito policial conduzido pelas forças de segurança.

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